sábado, 8 de janeiro de 2011

Ser Chique


Cada coisa com o seu dono.
Adriana ficou linda com o vestido que comprei e mal usei.


Ser Chique Sempre
(Glória Kalil)

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida. Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta. Chique mesmo é parar na faixa de pedestres. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia. Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite! Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quão breve é a vida, e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!
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Esse texto ilustra muito do que acredito.
Sabiamente, Machado de Assis já dizia:
"Há pessoas elegantes e pessoas enfeitadas".
Que a nossa aparência seja a nossa essência.

Meu excesso - a primeira de 2011

Bom, prometi que esse post ia ser contínuo e duradouro.
Então seguem as últimas doações.
Citei, no último post desse tipo, que minha irmã estava para se mudar. Não era sem tempo - afinal, quem casa quer casa.
Assim, ela pôs o guarda-roupa abaixo e separou duas grandes sacolas de roupas e sapatos, às quais eu e minha mãe juntamos algumas coisas nossas e eu prontamente entreguei para uma ONG lá de Arapiraca, onde a Marta, dona da casa na Levada, realiza um trabalho de ensino profissionalizante de mosaico e outras formas de trabalho artístico.
Algumas coisas foram separadas e doei para o teatro. Meu querido diretor, Lael Correa, está com nova montagem e espero que ele faça muito bom uso das coisas que doei.
Enfim, ainda falta: doar as coisas ao e-tralha; ver o destino das latas de tinta; doar dois vestidos de festa à esposa do meu primo.
Enquanto isso, novas roupas e objetos vão surgindo. É ver para onde esses vão.

Boas idéias para serem espalhadas por aí

Esse é o título que roubei de um artigo da Superinteressante de dezembro de 2010. A Superinteressante Verde.

Há muitas idéias boas que merecem ser espalhadas por aí. Esse título certamente voltará a aparecer nesse blog. Por enquanto, quero mencionar apenas uma: o Disk Árvore da prefeitura de Maceió, lançado em 5 de junho de 2010, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, como parte de ações mitigadoras de impacto ambiental, tendo como meta o plantio de 1.000.000 de árvores na capital. De acordo com o medidor instalado na principal avenida da cidade, a av. Fernandes Lima, 1/3 da meta teria sido alcançado até agora.

Tomei conhecimento dessa ação através da minha terapeuta, mas essa semana saiu uma reportagem na televisão, o que deve ter deixado muitas pessoas curiosas. Segundo as informações apuradas, o serviço é gratuito e basta telefonar para o número 0800 082 8000 para ter uma árvore plantada na sua calçada, com cerca de proteção e tudo.

É possível ver muitas mudas de coqueiros plantadas, recentemente, na orla da cidade. Quando elas crescerem, certamente haverá uma grande diferença na paisagem. Em que pesem as considerações - coqueiro não dá muita sombra, por exemplo - será muito bom se a cidade aderir a essa iniciativa tão bacana. Podíamos começar com os prédios voltados ao atendimento público e com os estacionamentos. Conversei sobre isso inclusive no centro espírita - se cada um de nós decidisse adotar uma árvore em casa, no trabalho, no templo, a cidade teria outro clima.

Não por acaso, nessa matéria a Superinteressante cita a teoria de um cara chamado Antônio Nobre, que comprovou na prática o que os índios já diziam há muito tempo: sem árvore não há chuva. Cada árvore expele na atmosfera cerca de 1000 litros de água por dia, através da evapotranspiração. Uma floresta cria um verdadeiro rio suspenso. E é isso que alimenta o ciclo da chuva, que abastece os rios e os aquíferos. É como diz a minha terapeuta: não é todo mundo que tem cacife pra dizer o óbvio.

Por fim, há outro motivo que me fez gostar tanto da revista a ponto de comprá-la: é que nessa matéria é citado um alagoano maravilhoso, de quem sou muito fã: o Zobe - José Roberto Fonseca, sócio-fundador e presidente da ONG Instituto Eco Engenho - Tecnologia aplicada ao desenvolvimento sustentável. Alguém que acredita em promover mudanças na forma de enxergar o mundo para poder atuar nele. Sem isso não se promove a sustentabilidade.

Enfim, falar direitinho sobre o Zobe, esse ser humano inspirador, é impossível. Por isso, deixo aqui o endereço da ONG para aqueles que quiserem saber mais: http://www.ecoengenho.org.br/quemsomos.php
Conheçam, especialmente, o trabalho realizado em Tapera, cidade que por muito tempo deteve os piores indicativos de qualidade de vida em Alagoas e no país. E a forma escolhida para transformar: enxergando o problema como solução. Parece com um outro Instituto que eu conheço...

Outras vistas

Outras fotos da obra...

A entrada.

Novos ângulos recortados contra o céu.

O pátio interno visto de cima - esse espaço promete...

Um pouco da bela história da minha família

Estou devendo essa postagem desde 2010.

Bom, pra começar a dar contexto é preciso que eu explique que tenho um irmão que nasceu portador da Hemofilia, a deficiência de um dos fatores de coagulação do sangue, o chamado fator VIII. Por conta disso, a luta pelo tratamento adequado aos portadores da Hemofilia no estado de Alagoas se confunde com a história da minha família.

Em 1984, dois anos após o nascimento do meu irmão, foi fundada a Associação dos Hemofílicos de Alagoas, ONG que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos Hemofílicos no estado. Em 1991, foi fundada pela associação a Casa do Hemofílico - mantida pela mesma até hoje, através de doações e parcerias, visa possibilitar aos pacientes do interior ou de bairros da periferia de Maceió o tratamento no Hemocentro da capital, cedendo acomodações e alimentação. Mais recentemente, a Casa do Hemofílico instalou, num imóvel alugada, o Centro de Medicina Física e Reabilitação Herbert de Souza, voltado para ações de atendimento, especialmente fisioterápico, de portadores de Hemofilia e pacientes diversos. (Sim, Herbert de Souza, mais conhecido como Betinho, era hemofílico). Para quem quiser saber mais: http://www.hemofilicos-al.org.br/

Parece bastante coisa, né? Mas essa história só está começando...

A luta atual da associação é construir, em terreno que possui, sua clínica de fisioterapia própria. E para isso foram desenvolvidas algumas ações, das quais pude participar. O projeto da nova clínica foi elaborado por um professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, especialista em Arquitetura Hospitalar, Pedro Cabral, que gentilmente participou da empreitada abrindo mão de seus honorários. Depois do projeto ser devidamento registrado no CREA AL, veio a labuta de conseguir arrecadar verbas para a construção. A associação tinha uma parte do dinheiro, mas precisava de mais.

É aí que entra a figura excepcional da minha avó, Janete Portela, que ajudou a fundar a associação, tendo sido sua presidente e tesoureira inúmeras vezes, bem como a construir e reformar a Casa do Hemofílico, a montar a clínica, comprar o terreno e tantas outras coisas em todos esses anos de jornada. Em 2010 d. Janete completou 80 aninhos e resolveu fazer uma festa diferente: em vez de presentes, pediu contribuições para a obra. Família e amigos entraram na dança, instituições como o Jaraguá Tenis Clube, que cedeu o espaço para a festa, sem custo algum, pessoas como o meu colega de teatro, Naeliton, que ajudou a animar a festa e também o natal das crianças na Casa do Hemofílico. Infelizmente, vou ficar devendo as fotos.

Além das nossas contribuições individuais, rolou uma coisa muito bacana na minha família, que é o bazar feito todo fim de ano, já há 3 anos, pela minha tia Eliane e parentes. A renda é sempre revertida para alguma instituição e esse ano, ela foi revertida para a associação - essa iniciativa simples rendeu um cheque de R$ 1.000,00 entregue em mãos a minha avó. O bazar acontece na Levada, na casa de d. Bete, mãe da minha tia. E minha futura vizinha! Reúne, além da família, os amigos. O espírito me lembra os Oásis da vida, eu vejo potência nessa ação - do tipo: gentileza gera gentileza. É algo que arquivei na minha lista de boas idéias, para aproveitar. Inclusive para pensar em como reunir as pessoas para algo bacana e duradouro, que ajude a construir o mundo que sonhamos. Também do bazar eu vou ficar devendo as fotos. (Foi mal, gente, eu tirei, mas a máquina deu problema...)

Pois é, pra terminar a história (?) aproveitando esse clima, resolvi ir com meu melhor amigo, que passou o mês de dezembro aqui comigo, visitar as obras da clínica. Vi que elas estão bem adiantadas e dessa vez eu tenho as fotos aqui! Para quem quiser visitar as obras, a futura clínica se situa na rua Aminadab Valente, no bairro do Trapiche da Barra, uma transversal da Av. Siqueira Campos, em frente ao Trapichão.

A futura clínica.

Ângulos contra o céu azul - projeto de Pedro Cabral.

Fachada posterior.

Pátio interno visto de baixo.

Uma floresta de escoras...

Porém, ainda faltam algumas coisas para esse sonho se tornar realidade. O dinheiro da associação está acabando e foi suficiente para fazer toda a parte da estrutura e instalações. Falta dar acabamento e depois, será necessário mobiliar a clínica. O gasto é grande. Por isso, se você desejar contribuir, deixo aqui o número da conta:

Banco do Brasil
Conta Corrente nº 125910-5
Agência 0013-2

Também é possível fazer a doação por um serviço de telemarketing. Para quem quiser conhecer as ações da associação ou mesmo buscar mais informações, seguem os contatos:

Sede: Rua Cel. Serafim Cavalcante, nº 11, Vila Militar
Trapiche da Barra, Maceió, Alagoas, Brasil
CEP: 57.010-300
Tel.: (82) 3221-0008

Há outras ações esperando constribuição, como a biblioteca que está sendo montada na Casa dos Hemofílicos. Na última reforma, que ampliou o espaço da sede, construindo um primeiro andar, foi proposto um espaço para uma sala de leitura. Mobiliado e decorado, o espaço conta com poucos livros e revistas e aguarda doações. Esse é outro capítulo bonito dessa história. A reforma da sede, terminada em 28/11/2007, contou com o apoio da arquiteta Ceres Vasconcelos, que projetou o espaço e angariou recursos para as obras. Contou também com a parceria da construtora V2 e de empresas como Bertolini, Lúmina, Ibratin e Cerâmica Sacramento.

Dei, como presente meu para minha vovó querida, um broche do tipo que ela adora. Mas para pessoas que têm o espírito generoso como o dela, sei que não haverá presente igual à clínica construída. Por isso, deixo aqui esse pequeno gesto, sonhando e torcendo para que 2011 seja um ano de muitas realizações para minha avó e a Associação dos Hemofílicos.

Mas do jeito que ela é lutadora, sei que nem preciso torcer muito.
Quero ser como a minha avó quando eu crescer...

Quem sou eu

Sou um espírito livre e a partir daí, o mundo é para mim. O mundo Dança. O mundo é Arte. O mundo Sonha. O mundo tem um Ideal. O mundo é Paixão. E com Paixão se vive e então, o mundo se faz Vida.