quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Avaliar é saber dar valor

Só posso avaliar um processo que não tem fim dizendo que é essa a porta para os muitos (re)começos.

Como na vida, em toda parte, o Amor é.

sábado, 20 de novembro de 2010

5, 4, 3, 2, 1... Já! - Um complemento

Ainda estou engatinhando nessa coisa de blog, então segue um complemento com outras imagens de Viçosa.
Primeira foto em frente à casa da família em Viçosa
A famosa Casa dos Paus Brancos
A ponte onde se lavava os pés
Centro cultural afro
Tio Celso impressionado com o trole

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

5, 4, 3, 2, 1... Já!

E eis que a visita à Viçosa aconteceu! Aconteceu no dia 15/11, dia da proclamação da república. E foi, de certa forma, uma viagem às minhas origens. A carga de emotividade foi grande.

Saímos de Maceió bem atrasados. Trânsito na cidade, ainda erramos a entrada no caminho - é que com as chuvas, a entrada de Cajueiro, município vizinho, estava interditada. Fomos chegar já por volta de 11h. O bom é que acabei vendo Atalaia, outro município vizinho. Começamos pela sede de Viçosa. A idéia era que a família me apresentasse o lugar, já que eles viveram ali. Minha mãe e meu tio estavam comigo. E a primeira parada, como não podia deixar de ser, foi a casa onde eles moraram com os meu avós. Primeira pausa para fotos.

Vimos outras coisas - a escola onde estudaram, a praça principal, o antigo cinema para onde eles saíam. Mas fiquei mesmo curiosa quando eles falaram da "Casa dos Paus Brancos" - já tinha ouvido falar muito desse lugar. Tocamos pra frente. Era a primeira casa do meu avô, uma casa grande, com terreno de sítio. Entramos. Novas fotos, muitas histórias. E também desejos. A casa está à venda. Meus tio e minha mãe suspiraram - se pudessem comprar...

Estávamos perto do rio. Lembrei do trabalho e fui olhar o rio Paraíba. Eles foram comigo, me mostrando e explicando. Do outro lado, ficava um sítio de uma antiga parenta. Não havia como dissociar - aquela paisagem, nova para mim, estava repleta das lembranças deles. Falei das enchentes, eles lembravam de algumas de antigamente. As margens dos rios não eram, então, tão ocupadas. Olhei as casas na beirinha e vi alguns rastros da destruição de junho. Mas pensei nos trechos sem ocupação - dava uma orla bonita. Minha mãe estava surpresa - como o nível do rio estava baixo! As pedras aparecendo - não eram tantas assim antes. Ela me mostrou a ponte e contou - quando iam à escola, sujavam os pés nos caminhos precários e era ali que se lavavam pra poder entrar na cidade.

Dali, fomos pro Sabalangá. Outro lugar tão falado nas histórias de Viçosa. E meu primeiro susto: achava que era um povoado super isolado - não é não, é um bairro da cidade, que de tão pequena, quase não dá pra ter bairro. Me vi pensando na expansão - Viçosa tem Plano Diretor. Esses lugares pequenos deviam ser fáceis de ordenar, se ao menos houvesse mais disposição dos municípios... Minha mãe e meu tio disseram: em 30, 40 anos, de terem deixado Viçosa, quase nada havia mudado. A cidade era praticamente a mesma. E antes ainda tinha as feiras, eventos, o trem, outra animação. Vi por lá um espaço interessante: um centro cultural afro, lembrando novamente a herança negra do lugar.

Do Sabalangá, fomos almoçar na sede. O restaurante havia sido indicado já em Maceió, chamava-se Paladar e era de pessoas da família do marido de uma prima (essas parentanças que se esticam...). Minha mãe encontrou uma antiga amiga e mais uma vez, lembrando o trabalho, expliquei sobre o evento que ia acontecer por lá. Contatos trocados, comemos e falei com os donos do restaurante. Fomos puxando os nomes dos conhecidos, expliquei quem era eu, falei de novo do evento. Notícias colocadas, voltamos pra estrada, novamente pro Sabalangá, que o caminho do Gurgumba era por ali. Pedimos informações - como chegar? Um pouco de complicação, enfim nos acertamos. Era fácil, depois de saber.
A providência não falha e topamos com um caminhão. Fomos seguindo, a estrada é linda, pena não ter foto pra pôr aqui. Cercada de eucaliptos, a luz filtrada pelas folhas. Um sonho. Rodamos uns dez minutos, indo devagarinho. Depois de uma curva, o caminhão estava estacionado. Paramos o carro do lado. Falamos com o motorista - não é que ele estava indo pro Gurgumba também? Seguimos com ele e começou o caminho que Karina tinha dito - o carro fica, passa a pontezinha, segue margeando os trilhos. Mas pra minha surpresa, chegou rápido, 10 minutos caminhando, em vez de 20 ou 30.

Vimos logo as crianças, comendo manga na sombra. As mulheres do lado de fora das casas. Os homens tomando banho no rio. E seguimos, cumprimentando as pessoas. Perguntamos por D. Benedita, a líder que Karina tinha indicado. Era a última casa. Chegamos lá e fomos muito bem recebidos, por ela e pelo filho, Luiz Carlos. Nosso guia, ficamos sabendo então, era chamado de Francisquinho.


Crianças comendo manga e a turma da conversa: Facchinetti, tio Celso, D. Benedita, minha mãe, Francisquinho.

Lá conversamos bastante. Dona Benedita ofereceu suco de acerola, comemos a fruta do pé. Eu expliquei qual era o objetivo da visita, falei sobre o evento que ia acontecer e que eu ia levar gente pra visitar o Gurgumba. D. Benedita me falou da enchente, mostrou onde a água havia chegado. Falou das visitas até de Brasília, das viagens que fez. Das promessas, das necessidades de sua gente, sem estudo, sem proteção, sem estrutura, sem renda, sem terra para plantar. Contou um pouco da história do Gurgumba - de como viviam em outro lugar, antes, mas esse lugar nunca fôra deles. Era um lugar de outros e viviam de favor, até que haviam sido expulsos para aquele canto que restou, na margem dos trilhos. Falou da questão racial. Eu falei da Serra Dois Irmãos e lembrei das pesquisas sobre os últimos dias de Zumbi. Ela ainda falou do médico que não chegava por ali e disse dos desejos: ter acesso à saúde, ir para um lugar melhor, ter casa pros moradores, ter água, ter trabalho, ocupação para as mulheres, transporte pra escola das crianças. Mais segurança para todo mundo ali.
Desabafou sobre as dificuldades da sua luta. Eu disse a ela pra acreditar mais um pouquinho, pra não desistir não. Eu ia levar gente ali pra ouvir ela falar, pra falar com os moradores. Disse que havia possibilidades, um caminho a percorrer, sem ter muita certeza de onde ia dar, mas querendo muito tentar.

Na despedida, percebi meu tio encantado. Com a engenhosidade daquele povo, que criou trole pra carregar as compras sobre os trilhos, já que não se via trem há muito tempo. E com o novo amigo que ele fez e cujo contato levou: o filho da Dona Benedita.


Luiz Carlos e a linha d'água da enchente
Seguimos com o Francisquinho de volta à ponte e de lá rumamos pra casa e comemos pelo caminho. Eu saí feliz. Tinha visto muita coisa dos meus. E encontrado outras tantas pra pensar.

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Agente não está sozinho

Bom, o meu planejamento incluiu a reunião com a Karina, que ocorreu na terça-feira, dia 09/11, às 19h, no apartamento dela aqui em Maceió. Minha mãe foi comigo, afinal ela conhecia a Karina e eu não. Expliquei pra ela sobre o projeto e foi bem bacana, ela me deu muitas fotos, falou sobre uma comunidade Quilombola de Viçosa chamada Gurgumba, o lugar mais afetado pela enchente. Algumas fotos eu pus aqui.


Vista geral e casas margeando os trilhos no Gurgumba
Ela também me contou como ficou a sede do município e quais foram as ações da prefeitura e me entregou um material para tirar cópia com vários dados sobre os moradores da comunidade. Peguei os contatos dela, do prefeito e de pessoas de Viçosa e enviei pro e-mail dela, depois, a lista das coisas necessárias junto à prefeitura. Também enviei o convite oficial da ação.


Secretária Karina Padilha

Meu planejamento tem continuidade com a viagem à Viçosa, com minha mãe Diana Padilha, meu tio Celso Padilha e um amigo dele que é engenheiro e professor da UFAL, Antonio Facchinetti, que nos leva no carro dele. Vamos de carro à Viçosa, a partir de 8h da manhã e voltamos às 15h, com a missão de conhecer a cidade e os povoados Quilombolas do Sabalangá e do Gurgumba, tirar fotos, conhecer pessoas, conversar sobre o projeto que irá acontecer.

Depois disso, é articular a família e ver o que sairá daí.

domingo, 14 de novembro de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Grandes idéias nascem de pequenas causas

Bom, estou envolvida com um monte de coisas, entre as quais esse projeto importantíssimo nos municípios do Vale do Paraíba, inundados pelas enchentes que ocorreram esse ano aqui em Alagoas.

Não quero desfocar, então meu projeto individual vai ser atrelado a esse maior. Vou tentar puxar a minha família pra me ajudar com esse trabalho, já que uma das cidade, Viçosa, é a terra deles.
Quero que eles me ajudem na mobilização de pessoas do município e, na medida do possível, que atuem na semana em que estivermos no interior. Vamos ver o que consigo.
Na verdade, eu já comecei. Minha mãe me pôs em contato com uma prima distante, Karina Padilha, que é Secretária de Cultura de Viçosa, e ela me deu um bom material e se fez a ponte com o prefeito de lá, Flaubert Filho. Muito do material que consegui para a Expedição do Elos foi graças a ela. Ela também me falou sobre o povoado Quilombola do Gurgumba, em Viçosa, que será o objeto da minha pequena causa e grande idéia na seleção.
Amanhã estarei indo para Viçosa com minha mãe e o meu tio Celso. Chamei mais gente da família, mas nem todo mundo topou. Tudo bem, é um bom começo. O próximo passo é instigar pelo menos alguns primos que, assim como esse tio, participaram lá do trabalho no Vale do Reginaldo: Eric e Cecília, e uma prima que já manifestou interesse de participar, Erise. Eric e Erise são filhos de tio Celso, enquanto Cecília é estudante de arquitetura, então, uma coisa leva a outra e talz... Além disso, tem a Ana Alice, namorada do meu primo que está prestando vestibular esse ano para arquitetura.
Depois da viagem, postarei aqui as muitas fotos de Viçosa.

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Atrasada, mas a post(o)s.

Eu faço a diferença

Bem, como eu tinha postado antes, surgiu um probleminha aqui em casa com relação à coleta seletiva, que já fazemos desde a minha última seleção do GSA. Maceió não tem coleta em toda a cidade. Há uma iniciativa-piloto que começou na parte alta e foram sendo, aos poucos, implantados os postos de coleta em supermercados e outros lugares. Aqui em casa, demos início ao tipo mais simples, que é separar o lixo seco do lixo molhado e destinar a esses postos de coleta. O problema é que o posto onde deixávamos parou de receber.

O que fazer? Bom, estou ainda pensando as opções. A primeira dela é verificar outro supermercado em que possamos deixar o lixo. Encontrei um Bompreço que não fica muito longe, deixar lá é uma possibilidade. Há também a questão dos catadores - eu tinha falado, na minha postagem anterior, sobre uma novidade bacana, a presença de dois catadores na rua onde mora o meu avô, dispostos a separar o material para reciclar. Fiquei com muita vontade de conhecê-los mais de perto, de conversar com eles, mas ainda não surgiu a oportunidade.

Porém, surgiu nessa última semana uma opção muito legal, que vou começar a procurar já na semana que vem. Conheci o trabalho do pessoal da CoopVila (http://coopvila.blogspot.com/), uma cooperativa de catadores do antigo lixão de Maceió, recentemente desativado. Quando eu era estudante, conheci um pouco dos trabalhos realizados junto aos moradores da Vila Emater, onde moram esses catadores, por uma ONG que hoje é Ponto de Cultura, o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu - CEASB (http://www.ceasb.org.br/). A Ana Lúcia, do CEASB, até esteve presente na reunião que o Elos promoveu aqui na sede da Caixa Econômica, no início do ano. Na sexta 19/11, eu vi o vídeo que eles produziram contando a história da fundação da CoopVila e peguei várias informações. Acho que era esse pessoal que a minha colega da Aliança Francesa havia citado, como eu mencionei em outra postagem, porque eles fazem esse trabalho de conscientização dos moradores dos edifícios da orla de Maceió, de maneira a instaurar a coleta seletiva nos apartamentos. Essa é a parte boa da coisa: eles já fazem esse esquema de ir aos lugares na região onde eu moro. O que vou procurar saber é o dia dessa "ronda" e se a minha rua está na rota deles ou qual seria o ponto mais próximo. Se eu conseguir articular isso, crei que a coleta aqui em casa deslancha de uma vez.

Meu excesso

Bom, final de ano chegando, mais uma vez separei as roupas que eu não uso e não vou mais usar. Pedi a minha irmã que fizesse o mesmo, mas com o casamento dela chegando, vou ter que esperar um pouquinho. Já tem aqui em casa uma caixa com coisas da minha mãe, do meu pai e do meu irmão pra doar. Decidi separar também bijuterias e outros artigos. Mas esse post vai precisar de mais tempo.

Tem também uma impressora velha separada, que quero levar lá pro Vale do Reginaldo, talvez junto com duas latas de tinta para futuros Oásis, vamos ver. E tem ainda mais gente da família pensando em prestar vestibular pra Arquitetura, portanto vou revisar novamente o meu material, ver do que posso me desfazer.

Não deu pra levar as coisas a Viçosa e nem pro Vale do Reginaldo como eu queria ter feito, por conta da correria. Mas assim que eu efetuar a doação eu posto aqui.

Meu consumo

Essa é sempre a mais difícil, porque como já disse de outras vezes, me considero bem econômica. Mas eis uma atitude que tenho adotado e estimulado outras pessoas a adotar.

1) O uso de papel reciclado para impressão;
2) O uso de papel de rascunho - comecei a implantar isso no meu centro espírita, o pessoal curtiu bastante;
3) Tirar cópias sempre como frente e verso, usando os dois lados da folha.

Esse último, é impressionante como pouca gente usa. É muito simples, só pedir na papelaria e você economiza metade do papel que seria gasto! Ah se todo mundo fizesse disso um hábito rotineiro - quantas árvores não salvaríamos?

E uma coisa que estou estudando: como economizar mais energia elétrica. Acho que nos acostumamos com um excesso de luz à noite que não tem necessidade. Mas essa ainda é para pensar...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Vamos lá, dessa vez pra fechar e abrir novas portas.
E pra ser sucinta.

Quem Estou

Eu estou uma pessoa repleta de sonhos.
Tão repleta de coisas, que às vezes me pergunto se vou dar conta, se vou conseguir...
Mas as questões fazem parte do caminho.
E o caminho se faz ao caminhar.

Meu Propósito, Minha Ação, Meu Compromisso

Meu propósito é terminar essa seleção. Quero chegar ao final dessa vez.
Depois de ter me envolvido com muita coisa, inclusive dois Oásis até agora (um em Recife e outro aqui em Maceió, no Vale do Reginaldo), estou colaborando com ações prévias nos municípios do Vale do Paraíba que foram afetados pelas enchentes desse ano, visando conhecer a realidade de cada lugar para poder chegar na melhor forma de atuar neles.
Por isso, o meu compromisso agora é colaborar para a efetivação das ações presentes e futuras nesses municípios: Atalaia, Cajueiro, Capela, Paulo Jacinto, Quebrangulo e Viçosa, viabilizando futuros Oásis e/ou outras iniciativas que possam construir mundos melhores para essas pessoas.

Mas meu compromisso maior é a realização de Oásis e iniciativas diversas na comunidade para a qual estou me mudando, o bairro da Levada, aqui em Maceió, que busquem reconhecer e fortalecer a beleza que existe nesse lugar que eu amo e com o qual quero trabalhar pro resto da vida.

Quem sou eu

Sou um espírito livre e a partir daí, o mundo é para mim. O mundo Dança. O mundo é Arte. O mundo Sonha. O mundo tem um Ideal. O mundo é Paixão. E com Paixão se vive e então, o mundo se faz Vida.