sábado, 2 de outubro de 2010

Coleta seletiva - um complemento

Bom, no post de 22 de agosto, eu falei de várias dúvidas e questões que eu tinha quanto à coleta seletiva e me propus a buscar mais informações. Volto agora com um novo post, para mostrar o que descobri, mesmo porque muitas pessoas podem ter as mesmas dúvidas que eu.

A primeira coisa é pra quem mora em Maceió. Uma colega tinha comentado que tinha um serviço de coleta seletiva da prefeitura, o que achei estranho. Investigando, descobri que em julho a Prefeitura de Maceió lançou uma campanha para ampliar a coleta seletiva da capital (logo eu ponho o número de telefone que já vi que tem). Foi levantado o número de cooperativas de catadores que ficará responsável por coletar o lixo nas residências e a próxima etapa será a colocação de pontos de coleta em locais estratégicos. Uma parceria da prefeitura com a Coca-Cola pretende distribuir balanças para as cooperativas de reciclagem.

Maceió possui ainda uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR), que tem o objetivo de receber e dar o tratamento adequado a resíduos sólidos, domiciliares, da construção civil, hospitalares, animais mortos, restos de vegetais e, futuramente, resíduos de origem industrial. Ufa! A Central foi inaugurada em maio desse ano, portanto não espanta que poucas pessoas conheçam a sua existência. Desde então, é feita a compostagem dos produtos orgânicos, transformando-os em um composto que pode ser usado como adubo. A proposta é doar esse composto a escolas e áreas verdes da cidade. Já foram produzidos mais de três mil sacos, que devem ser distribuídos em breve. O processo é realizado no aterro sanitário de Maceió, inaugurado recentemente na parte alta.

O próximo passo é fazer a reciclagem de entulhos da construção civil, que seriam transformados por meio de um britador em matéria-prima para diversos produtos.

Essas são iniciativas da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió - SLUM que fazem parte das ações da prefeitura visando resolver a questão da destinação dos resíduos sólidos, em conformidade com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos - PERSU. A propósito desse plano, o presidente Lula sancionou há pouco tempo a Lei de Resíduos Sólidos, que obriga os municípios a instituirem a coleta seletiva num prazo de quatro anos. Essa informação é válida para os moradores de qualquer cidade brasileira.

Aí, uma coisa foi levando a outra e descobri algumas informações interessantes. Somente sete municípios do Brasil atendem toda a população com coleta seletiva: Santos (aê pessoal do Elos!), Santo André e São Bernardo do Campos, no estado de São Paulo; Itabira, no estado de Minas Gerais e as capitais Curitiba (Paraná), Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e Goiânia (Goiás). Hoje, há 443 municípios no país que institucionalizaram a coleta seletiva, o que equivale a 8% do total. Destes, 221 estão situados na região Sudeste e 159 na região Sul, o que equivale a mais de 85%.

Pois é, a lei veio em boa hora para democratizar o processo de tratamento adequado do lixo urbano. A Copa Verde talvez seja mesmo verde, afinal. Outro ponto da lei é prever uma maior responsabilidade por parte de quem gera o resíduo, como no caso da indústria de embalagens.

A boa notícia é que, mesmo informalmente, 70% dos municípios brasileiros contam com algum grau de coleta seletiva: são pontos em supermercados, por exemplo, em parceria com cooperativas. Mas é preciso investir também na conscientização das pessoas. 13,3% do que é coletado não pode ser reciclado porque foi contaminado na hora da separação do lixo. O problema que detectei aqui em casa, portanto, está longe de ser único.

Uma outra dúvida era quanto ao descarte de produtos específicos. Sei que no caso de baterias e pilhas, há pontos de descarte no Banco Real - quer dizer, em Salvador tinha, preciso descobrir se em Maceió tem, mas acredito que a abragência é nacional. Acabei descobrindo um site bacana, pelo menos pra quem é de São Paulo. Vai o endereço: www.e-lixo.org Digitando o CEP, ele lista os locais mais proximos da sua localização para você se desfazer de pilhas, baterias, celulares, aparelhos domésticos, lixo eletrônico, toners, lâmpadas etc. Enfim, sugiro aproveitar.

Fontes de consulta:
Gazeta de Alagoas, edição de 26/09/2010;
Folha de São Paulo, edições de 01/04/2010 e 25/09/2010.

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Quem sou eu

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