sábado, 25 de setembro de 2010

Uma variante

Pessoas, sei que esse blog se destina, a princípio, para o processo de seleção do Guerreiros Sem Armas e, por outro lado, o tema que vou abordar nessa postagem não está diretamente inserido no processo. Mas não podia deixar de registrar uma pequena variante dessa nossa longa jornada de formiguinhas, que insistem em acreditar e fazer, torcendo para que dê certo.

Na primeira vez em que fiz a seleção pro Guerreiros, não achava que a questão da coleta seletiva fosse colar aqui em casa. Estava pronta pra ver as coisas desandarem e a rotina se reinstalar logo que eu anunciasse o fim do processo de seleção. Pra minha grande surpresa e satisfação, fazemos coleta até hoje, mesmo com todos os desacertos, ignorâncias e dúvidas que nos acompanham. Prova de que é possível trazer essa discussão para o seio da família tradicional brasileira, incontestavelmente.

Pois bem, essa semana tive outra grata surpresa. Insisto há muitos anos para que minha família adote hábitos alimentares mais saudáveis. Tive gastrite depois do vestibular, há 10 anos atrás, e desde então mudei muita coisa na minha alimentação: deixei de beber refrigerante, diminuí a quantidade de frituras e de carne vermelha, passei a ter mais atenção com frutas, verduras e cereais e sou uma grande fã de frutos do mar. Mesmo persistindo (gosto de cozinhar e sempre busquei receitas diferentes, cheguei a fazer uma salada que aprendi e todo mundo em casa adorou), nunca logrei alcançar grandes êxitos e tinha minhas sérias dúvidas se algum dia alcançaria.

Só pra dar um pouco de contexto, aqui em casa, minha irmã malha - é aficcionada em manter a forma - mas nunca foi muito fã de salada crua, por exemplo; meu irmão é hemofílico e não gosta de salada nem é fã de comer frutas; minha mãe tem problemas de pressão e não pode comer gordura de jeito nenhum, porque tirou a vesícula numa cirurgia, mas a comida sempre levava muito sal e pouco de outros temperos (pra vocês terem uma idéia, eu é que comecei a introduzir o uso de orégano por aqui); meu pai tem obesidade mórbida e diabetes, mas é um amante inveterado de tudo que leva gordura e não gosta de salada de jeito nenhum. Temos histórico de diabetes na família materna e na paterna e também de problemas cardíacos e ainda assim as únicas verduras presentes na comida eram aquelas refogadas para temperar a carne ou integrantes de cozidos ou quando se fazia sopa. Bastante típico.

Ontem, a empregada aqui de casa, a Adriana, que já havia sido uma figurinha chave pra história da coleta seletiva dar certo, me trouxe uma ótima notícia. Comentou que tem feito salada de verduras cruas todos os dias nas últimas semanas (eu não estava em casa, tinha viajado) a pedido da minha mãe e da minha irmã. E disse que no dia anterior, meu irmão, vendo o prato da minha irmã, disse: "que prato bonito, todo colorido, quero um igual, só que maior" e também pediu a Adriana que pusesse salada todos os dias.

Agora, basta vencer a resistência do meu pai. Isso é mais difícil, mas com as mudanças que tenho visto acontecer aqui, não acho mais nada impossível!

Enfim, fiquei muito feliz. Como desejei, aos poucos a comida vai se tornando mais saudável. O arroz é sempre com cenoura e de quando em quando leva brócolis. Já se infiltrou definitavemente por aqui o uso de cereal e granola (minha mãe gosta tanto que come até pura, de vez em quando e minha irmã adora colocar na salada de fruta - usam tanto que não dá pra quem quer!).

Isso me mostra que aos pouquinhos, a coisa vai. Queria muito compartilhar essa certeza com vocês.

Quem sou eu

Sou um espírito livre e a partir daí, o mundo é para mim. O mundo Dança. O mundo é Arte. O mundo Sonha. O mundo tem um Ideal. O mundo é Paixão. E com Paixão se vive e então, o mundo se faz Vida.