domingo, 26 de dezembro de 2010

Meu excesso - outro complemento

Final de ano chegando, meu aniversário às portas, minha irmã casando e se mudando, eu também considerando partir...

Tudo induz, como de praxe, a praticar o desapego, até porque a pessoa que me ensinou está aqui novamente comigo.

Pois bem, vamos ao que consegui doar e ao que ainda falta.

O material que estava separado para doar aos desabrigados das enchentes - uma caixa e uma sacola cheias de roupas, sapatos, bolsas e cintos - acabou encontrando outro destino, mais imediato, e foi servir a uma feira da pechincha para levantar fundos para o centro espírita que eu frequento. Bom, achei justo. Tivemos a festinha de natal das crianças e também a formatura do ABC da escolinha. Eu estava lá - a festa foi linda, pena que não tenho fotos pra pôr aqui.

Enquanto isso, o pessoal dos municípios não ficou ao léu, o Natal da Reconstrução foi organizado pelo Governo do Estado e contou com muitos presentes e atrações festivas.

Outra roupa minha encontrou sua dona legítima - a Adriana, de quem já falei aqui algumas vezes. Resolvi me desfazer de um vestido de festa que usei pouquíssimas vezes e estava novinho, mas ficava um pouco folgado. Ela estava querendo um vestido para ir à formatura da filha. 2 + 2 e... Ficou lindo nela, perfeito. Depois eu ponho a foto aqui.

Ao mesmo tempo, ainda faltam coisas a destrinchar. Um vestido de festa que quero dar à esposa de um primo, novas roupas, bolsas e perfumes que podem alegrar algumas pessoas no interior, em Arapiraca, a segunda maior cidade do estado, ou em Viçosa, onde achei pessoas tão queridas.

E especialmente a minha tralha eletrônica, que pode ser muito útil para alguém. Esse foi um dos aspectos mais bacanas que descobri e foi por "acaso", vendo uma reportagem na televisão, sobre um projeto chamado E-tralha, que acontece na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL. Eles recebem doações de lixo eletrônico, colocam pra funcionar e doam para instituições. Estive lá por esses dias pra descobrir onde funcionava e agora que eu já sei, estou me preparando pra levar pra lá uma velha impressora, cartuchos vazios e outras coisas que eu ainda tiver em casa. Também vou ver se divulgo entre a família e os amigos. Aliás, deixo o link pra quem quiser saber mais: http://cetis.uncisal.edu.br/?pagename=campanha-e-tralha

Enfim, que esse post seja longo e duradouro, sinalizando uma escolha e uma postura: viver com menos para querer ser mais.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Avaliar é saber dar valor - um complemento

Bom, na minha avaliação eu disse que estava em processo. Creio que agora posso fazer minha reflexão com mais propriedade, tendo passado a ação nos municípios do Vale do Paraíba. Tendo passado a ação em Viçosa.

A ida à Viçosa com o pessoal do Elos envolveu o prefeito Flaubert Filho, que passou boa parte do dia conosco. Conhecemos grande parte do município e deu pra sentir que há uma visão de futuro se esboçando. Essa enchente trouxe grandes oportunidades à Viçosa e se elas forem agarradas e concretizadas, ou como eu disse esses dias, se Viçosa souber crescer, será um lugar bom e bonito de se viver. Viçosa tem Plano Diretor, mas como nos disseram lá, é um "plano de gaveta" - feito sem participação. Será preciso revisá-lo, trazê-lo para mais perto das pessoas.

Os caravaneiros: Alexandre, Natália, eu, Socorro e Rafaela (agachada) - só faltou o prefeito na foto...

Devo confessar que após a reunião com os moradores, eu saí bem apreensiva. Tivemos um dia muito bom, convidamos muita gente, e essas pessoas apareceram no Café Comunitário à noite. Tínhamos cerca de 80 pessoas no nosso encontro. Nesse momento, vi que a minha ida ao Gurgumba, com meu tio e minha mãe, tinha surtido efeito: D. Benedita já sabia quem eu era, já sabia sobre o evento, e com o reforço do prefeito (que pôs um carro à disposição dos moradores), à noite, tínhamos várias pessoas do Gurgumba por lá.

O Café Comunitário

Mas acabei achando que o dia tão rico e a mobilização obtida não foram bem aproveitados durante o momento do Café, que ficou bastante conturbado e bem solto em alguns momentos. Tínhamos o prefeito conosco e achei que ele não tinha ficado tão satisfeito.

No entanto, como diz a Natália, é preciso ter fé, confiar sempre. Esperar até chegar ao final do ciclo. Ou, como diz o Rubens, primeiro piora e depois melhora. E foi após a reunião de fechamento que pude perceber os ecos da nossa ação tomando forma. Quando a Socorro, que fez a visita ao Gurgumba conosco, e é da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos do Governo do Estado - enfim, quando ela disse que tinha conversado com a secretária, Dra. Marluce, e que esta já tinha feito a ponte com o IPHAN, com o presidente, arquiteto Mário Aloísio, já que a comunidade é Quilombola, para a elaboração do projeto de construção das casas do pessoal. E, bom, ontem o prefeito de Viçosa me ligou, querendo o telefone da Socorro. As coisas vão aos poucos se encaixando.

Eu, D. Benedita, Flaubert e Socorro no Gurgumba

Vejo agora claramente que ajudamos a concretizar um pedacinho das boas perspectivas para Viçosa, sobretudo no que diz respeito ao Gurgumba. E sei que a minha participação, indo lá antes para conhecer e mobilizar, foi importante.

Para terminar, não posso deixar de lembrar da foto de Viçosa que eu ganhei do Flaubert, uma foto aérea que pega toda a cidade e que mostrei para a minha família no domingo. Se tinha alguma coisa que podia tocar as pessoas um pouco mais, envolver a energia delas um pouco mais para, quem sabe, uma ação futura, foi essa foto, que rodou de mão em mão e se tornou disputadíssima. Depois mostro ela aqui.

Ainda tem o colar que ganhei da Val em Viçosa, a querida líder do pessoal que ficou desabrigado com as enchentes, que guardo com carinho no coração - minha mãe e todo mundo achou ele lindo.

Mas o presente maior de tudo o que passou foi essa certeza, de estar no caminho certo; essa leveza, de se sentir viva, de se sentir feliz. O saber que em tudo o amor é.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Avaliar é saber dar valor

Só posso avaliar um processo que não tem fim dizendo que é essa a porta para os muitos (re)começos.

Como na vida, em toda parte, o Amor é.

sábado, 20 de novembro de 2010

5, 4, 3, 2, 1... Já! - Um complemento

Ainda estou engatinhando nessa coisa de blog, então segue um complemento com outras imagens de Viçosa.
Primeira foto em frente à casa da família em Viçosa
A famosa Casa dos Paus Brancos
A ponte onde se lavava os pés
Centro cultural afro
Tio Celso impressionado com o trole

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

5, 4, 3, 2, 1... Já!

E eis que a visita à Viçosa aconteceu! Aconteceu no dia 15/11, dia da proclamação da república. E foi, de certa forma, uma viagem às minhas origens. A carga de emotividade foi grande.

Saímos de Maceió bem atrasados. Trânsito na cidade, ainda erramos a entrada no caminho - é que com as chuvas, a entrada de Cajueiro, município vizinho, estava interditada. Fomos chegar já por volta de 11h. O bom é que acabei vendo Atalaia, outro município vizinho. Começamos pela sede de Viçosa. A idéia era que a família me apresentasse o lugar, já que eles viveram ali. Minha mãe e meu tio estavam comigo. E a primeira parada, como não podia deixar de ser, foi a casa onde eles moraram com os meu avós. Primeira pausa para fotos.

Vimos outras coisas - a escola onde estudaram, a praça principal, o antigo cinema para onde eles saíam. Mas fiquei mesmo curiosa quando eles falaram da "Casa dos Paus Brancos" - já tinha ouvido falar muito desse lugar. Tocamos pra frente. Era a primeira casa do meu avô, uma casa grande, com terreno de sítio. Entramos. Novas fotos, muitas histórias. E também desejos. A casa está à venda. Meus tio e minha mãe suspiraram - se pudessem comprar...

Estávamos perto do rio. Lembrei do trabalho e fui olhar o rio Paraíba. Eles foram comigo, me mostrando e explicando. Do outro lado, ficava um sítio de uma antiga parenta. Não havia como dissociar - aquela paisagem, nova para mim, estava repleta das lembranças deles. Falei das enchentes, eles lembravam de algumas de antigamente. As margens dos rios não eram, então, tão ocupadas. Olhei as casas na beirinha e vi alguns rastros da destruição de junho. Mas pensei nos trechos sem ocupação - dava uma orla bonita. Minha mãe estava surpresa - como o nível do rio estava baixo! As pedras aparecendo - não eram tantas assim antes. Ela me mostrou a ponte e contou - quando iam à escola, sujavam os pés nos caminhos precários e era ali que se lavavam pra poder entrar na cidade.

Dali, fomos pro Sabalangá. Outro lugar tão falado nas histórias de Viçosa. E meu primeiro susto: achava que era um povoado super isolado - não é não, é um bairro da cidade, que de tão pequena, quase não dá pra ter bairro. Me vi pensando na expansão - Viçosa tem Plano Diretor. Esses lugares pequenos deviam ser fáceis de ordenar, se ao menos houvesse mais disposição dos municípios... Minha mãe e meu tio disseram: em 30, 40 anos, de terem deixado Viçosa, quase nada havia mudado. A cidade era praticamente a mesma. E antes ainda tinha as feiras, eventos, o trem, outra animação. Vi por lá um espaço interessante: um centro cultural afro, lembrando novamente a herança negra do lugar.

Do Sabalangá, fomos almoçar na sede. O restaurante havia sido indicado já em Maceió, chamava-se Paladar e era de pessoas da família do marido de uma prima (essas parentanças que se esticam...). Minha mãe encontrou uma antiga amiga e mais uma vez, lembrando o trabalho, expliquei sobre o evento que ia acontecer por lá. Contatos trocados, comemos e falei com os donos do restaurante. Fomos puxando os nomes dos conhecidos, expliquei quem era eu, falei de novo do evento. Notícias colocadas, voltamos pra estrada, novamente pro Sabalangá, que o caminho do Gurgumba era por ali. Pedimos informações - como chegar? Um pouco de complicação, enfim nos acertamos. Era fácil, depois de saber.
A providência não falha e topamos com um caminhão. Fomos seguindo, a estrada é linda, pena não ter foto pra pôr aqui. Cercada de eucaliptos, a luz filtrada pelas folhas. Um sonho. Rodamos uns dez minutos, indo devagarinho. Depois de uma curva, o caminhão estava estacionado. Paramos o carro do lado. Falamos com o motorista - não é que ele estava indo pro Gurgumba também? Seguimos com ele e começou o caminho que Karina tinha dito - o carro fica, passa a pontezinha, segue margeando os trilhos. Mas pra minha surpresa, chegou rápido, 10 minutos caminhando, em vez de 20 ou 30.

Vimos logo as crianças, comendo manga na sombra. As mulheres do lado de fora das casas. Os homens tomando banho no rio. E seguimos, cumprimentando as pessoas. Perguntamos por D. Benedita, a líder que Karina tinha indicado. Era a última casa. Chegamos lá e fomos muito bem recebidos, por ela e pelo filho, Luiz Carlos. Nosso guia, ficamos sabendo então, era chamado de Francisquinho.


Crianças comendo manga e a turma da conversa: Facchinetti, tio Celso, D. Benedita, minha mãe, Francisquinho.

Lá conversamos bastante. Dona Benedita ofereceu suco de acerola, comemos a fruta do pé. Eu expliquei qual era o objetivo da visita, falei sobre o evento que ia acontecer e que eu ia levar gente pra visitar o Gurgumba. D. Benedita me falou da enchente, mostrou onde a água havia chegado. Falou das visitas até de Brasília, das viagens que fez. Das promessas, das necessidades de sua gente, sem estudo, sem proteção, sem estrutura, sem renda, sem terra para plantar. Contou um pouco da história do Gurgumba - de como viviam em outro lugar, antes, mas esse lugar nunca fôra deles. Era um lugar de outros e viviam de favor, até que haviam sido expulsos para aquele canto que restou, na margem dos trilhos. Falou da questão racial. Eu falei da Serra Dois Irmãos e lembrei das pesquisas sobre os últimos dias de Zumbi. Ela ainda falou do médico que não chegava por ali e disse dos desejos: ter acesso à saúde, ir para um lugar melhor, ter casa pros moradores, ter água, ter trabalho, ocupação para as mulheres, transporte pra escola das crianças. Mais segurança para todo mundo ali.
Desabafou sobre as dificuldades da sua luta. Eu disse a ela pra acreditar mais um pouquinho, pra não desistir não. Eu ia levar gente ali pra ouvir ela falar, pra falar com os moradores. Disse que havia possibilidades, um caminho a percorrer, sem ter muita certeza de onde ia dar, mas querendo muito tentar.

Na despedida, percebi meu tio encantado. Com a engenhosidade daquele povo, que criou trole pra carregar as compras sobre os trilhos, já que não se via trem há muito tempo. E com o novo amigo que ele fez e cujo contato levou: o filho da Dona Benedita.


Luiz Carlos e a linha d'água da enchente
Seguimos com o Francisquinho de volta à ponte e de lá rumamos pra casa e comemos pelo caminho. Eu saí feliz. Tinha visto muita coisa dos meus. E encontrado outras tantas pra pensar.

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Agente não está sozinho

Bom, o meu planejamento incluiu a reunião com a Karina, que ocorreu na terça-feira, dia 09/11, às 19h, no apartamento dela aqui em Maceió. Minha mãe foi comigo, afinal ela conhecia a Karina e eu não. Expliquei pra ela sobre o projeto e foi bem bacana, ela me deu muitas fotos, falou sobre uma comunidade Quilombola de Viçosa chamada Gurgumba, o lugar mais afetado pela enchente. Algumas fotos eu pus aqui.


Vista geral e casas margeando os trilhos no Gurgumba
Ela também me contou como ficou a sede do município e quais foram as ações da prefeitura e me entregou um material para tirar cópia com vários dados sobre os moradores da comunidade. Peguei os contatos dela, do prefeito e de pessoas de Viçosa e enviei pro e-mail dela, depois, a lista das coisas necessárias junto à prefeitura. Também enviei o convite oficial da ação.


Secretária Karina Padilha

Meu planejamento tem continuidade com a viagem à Viçosa, com minha mãe Diana Padilha, meu tio Celso Padilha e um amigo dele que é engenheiro e professor da UFAL, Antonio Facchinetti, que nos leva no carro dele. Vamos de carro à Viçosa, a partir de 8h da manhã e voltamos às 15h, com a missão de conhecer a cidade e os povoados Quilombolas do Sabalangá e do Gurgumba, tirar fotos, conhecer pessoas, conversar sobre o projeto que irá acontecer.

Depois disso, é articular a família e ver o que sairá daí.

domingo, 14 de novembro de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Grandes idéias nascem de pequenas causas

Bom, estou envolvida com um monte de coisas, entre as quais esse projeto importantíssimo nos municípios do Vale do Paraíba, inundados pelas enchentes que ocorreram esse ano aqui em Alagoas.

Não quero desfocar, então meu projeto individual vai ser atrelado a esse maior. Vou tentar puxar a minha família pra me ajudar com esse trabalho, já que uma das cidade, Viçosa, é a terra deles.
Quero que eles me ajudem na mobilização de pessoas do município e, na medida do possível, que atuem na semana em que estivermos no interior. Vamos ver o que consigo.
Na verdade, eu já comecei. Minha mãe me pôs em contato com uma prima distante, Karina Padilha, que é Secretária de Cultura de Viçosa, e ela me deu um bom material e se fez a ponte com o prefeito de lá, Flaubert Filho. Muito do material que consegui para a Expedição do Elos foi graças a ela. Ela também me falou sobre o povoado Quilombola do Gurgumba, em Viçosa, que será o objeto da minha pequena causa e grande idéia na seleção.
Amanhã estarei indo para Viçosa com minha mãe e o meu tio Celso. Chamei mais gente da família, mas nem todo mundo topou. Tudo bem, é um bom começo. O próximo passo é instigar pelo menos alguns primos que, assim como esse tio, participaram lá do trabalho no Vale do Reginaldo: Eric e Cecília, e uma prima que já manifestou interesse de participar, Erise. Eric e Erise são filhos de tio Celso, enquanto Cecília é estudante de arquitetura, então, uma coisa leva a outra e talz... Além disso, tem a Ana Alice, namorada do meu primo que está prestando vestibular esse ano para arquitetura.
Depois da viagem, postarei aqui as muitas fotos de Viçosa.

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Atrasada, mas a post(o)s.

Eu faço a diferença

Bem, como eu tinha postado antes, surgiu um probleminha aqui em casa com relação à coleta seletiva, que já fazemos desde a minha última seleção do GSA. Maceió não tem coleta em toda a cidade. Há uma iniciativa-piloto que começou na parte alta e foram sendo, aos poucos, implantados os postos de coleta em supermercados e outros lugares. Aqui em casa, demos início ao tipo mais simples, que é separar o lixo seco do lixo molhado e destinar a esses postos de coleta. O problema é que o posto onde deixávamos parou de receber.

O que fazer? Bom, estou ainda pensando as opções. A primeira dela é verificar outro supermercado em que possamos deixar o lixo. Encontrei um Bompreço que não fica muito longe, deixar lá é uma possibilidade. Há também a questão dos catadores - eu tinha falado, na minha postagem anterior, sobre uma novidade bacana, a presença de dois catadores na rua onde mora o meu avô, dispostos a separar o material para reciclar. Fiquei com muita vontade de conhecê-los mais de perto, de conversar com eles, mas ainda não surgiu a oportunidade.

Porém, surgiu nessa última semana uma opção muito legal, que vou começar a procurar já na semana que vem. Conheci o trabalho do pessoal da CoopVila (http://coopvila.blogspot.com/), uma cooperativa de catadores do antigo lixão de Maceió, recentemente desativado. Quando eu era estudante, conheci um pouco dos trabalhos realizados junto aos moradores da Vila Emater, onde moram esses catadores, por uma ONG que hoje é Ponto de Cultura, o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu - CEASB (http://www.ceasb.org.br/). A Ana Lúcia, do CEASB, até esteve presente na reunião que o Elos promoveu aqui na sede da Caixa Econômica, no início do ano. Na sexta 19/11, eu vi o vídeo que eles produziram contando a história da fundação da CoopVila e peguei várias informações. Acho que era esse pessoal que a minha colega da Aliança Francesa havia citado, como eu mencionei em outra postagem, porque eles fazem esse trabalho de conscientização dos moradores dos edifícios da orla de Maceió, de maneira a instaurar a coleta seletiva nos apartamentos. Essa é a parte boa da coisa: eles já fazem esse esquema de ir aos lugares na região onde eu moro. O que vou procurar saber é o dia dessa "ronda" e se a minha rua está na rota deles ou qual seria o ponto mais próximo. Se eu conseguir articular isso, crei que a coleta aqui em casa deslancha de uma vez.

Meu excesso

Bom, final de ano chegando, mais uma vez separei as roupas que eu não uso e não vou mais usar. Pedi a minha irmã que fizesse o mesmo, mas com o casamento dela chegando, vou ter que esperar um pouquinho. Já tem aqui em casa uma caixa com coisas da minha mãe, do meu pai e do meu irmão pra doar. Decidi separar também bijuterias e outros artigos. Mas esse post vai precisar de mais tempo.

Tem também uma impressora velha separada, que quero levar lá pro Vale do Reginaldo, talvez junto com duas latas de tinta para futuros Oásis, vamos ver. E tem ainda mais gente da família pensando em prestar vestibular pra Arquitetura, portanto vou revisar novamente o meu material, ver do que posso me desfazer.

Não deu pra levar as coisas a Viçosa e nem pro Vale do Reginaldo como eu queria ter feito, por conta da correria. Mas assim que eu efetuar a doação eu posto aqui.

Meu consumo

Essa é sempre a mais difícil, porque como já disse de outras vezes, me considero bem econômica. Mas eis uma atitude que tenho adotado e estimulado outras pessoas a adotar.

1) O uso de papel reciclado para impressão;
2) O uso de papel de rascunho - comecei a implantar isso no meu centro espírita, o pessoal curtiu bastante;
3) Tirar cópias sempre como frente e verso, usando os dois lados da folha.

Esse último, é impressionante como pouca gente usa. É muito simples, só pedir na papelaria e você economiza metade do papel que seria gasto! Ah se todo mundo fizesse disso um hábito rotineiro - quantas árvores não salvaríamos?

E uma coisa que estou estudando: como economizar mais energia elétrica. Acho que nos acostumamos com um excesso de luz à noite que não tem necessidade. Mas essa ainda é para pensar...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas - a terceira vez é sempre a melhor...

Vamos lá, dessa vez pra fechar e abrir novas portas.
E pra ser sucinta.

Quem Estou

Eu estou uma pessoa repleta de sonhos.
Tão repleta de coisas, que às vezes me pergunto se vou dar conta, se vou conseguir...
Mas as questões fazem parte do caminho.
E o caminho se faz ao caminhar.

Meu Propósito, Minha Ação, Meu Compromisso

Meu propósito é terminar essa seleção. Quero chegar ao final dessa vez.
Depois de ter me envolvido com muita coisa, inclusive dois Oásis até agora (um em Recife e outro aqui em Maceió, no Vale do Reginaldo), estou colaborando com ações prévias nos municípios do Vale do Paraíba que foram afetados pelas enchentes desse ano, visando conhecer a realidade de cada lugar para poder chegar na melhor forma de atuar neles.
Por isso, o meu compromisso agora é colaborar para a efetivação das ações presentes e futuras nesses municípios: Atalaia, Cajueiro, Capela, Paulo Jacinto, Quebrangulo e Viçosa, viabilizando futuros Oásis e/ou outras iniciativas que possam construir mundos melhores para essas pessoas.

Mas meu compromisso maior é a realização de Oásis e iniciativas diversas na comunidade para a qual estou me mudando, o bairro da Levada, aqui em Maceió, que busquem reconhecer e fortalecer a beleza que existe nesse lugar que eu amo e com o qual quero trabalhar pro resto da vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Meu excesso - um complemento

Prometi que depois turbinava esse post e vou cumprir.
Bom, doei - e ganhei - outras coisas.
Das que doei, houve roupas, sapatos e acessórios, meus e das pessoas daqui de casa, doados para a gincana de um colégio do bairro; outras roupas, sapatos e acessórios doados para um grupo de teatro; alguns livros doados para universidades (biblioteca, pesquisa); outros livros e mais textos doados para amigos e parentes; uma antiga fonte de computador para o escritório de um primo - realmente, o meu lixo pode ser o luxo de alguém...
Falta doar mais coisas ainda, aqui separadas. Roupas, sapatos e acessórios para os desabrigados das enchentes. Tinta para as ações do Oasis. Outros livros para outras pessoas, para outras instituições. Uma antiga impressora que pode servir pra alguém.
Das coisas que ganhei, Adriana (já falei dela no outro post) me chegou com um vestidinho levinho, brejeiro, estava mesmo querendo um.
Assim, aos pouquinhos se vai.
E a vida se faz mais leve. Mais livre.

Celebração atrasada de 1 bilhão

Bom, era pra esse post ter seguido já tem tempo.
Mais especificamente, desde que os mineiros do Chile foram resgatados.
É que assim como aproximadamente 999.999.999 outras pessoas pelo mundo, eu acompanhei o processo de salvamento deles na manhã da quarta-feira e ao longo de todo aquele dia. E tive a bênção de ver o último deles saindo, às 21h55.
Dois comentários de jornalistas chamaram a minha atenção nesse dia. O primeiro foi esse que vocês viram aí - cerca de 1 bilhão de pessoas, no mundo inteiro, acompanharam o resgate pela televisão. Se pararmos pra pensar nesse número, mais ou menos um 1/6 dos habitantes do planeta foram tocados, de alguma forma, pela história desses 33 seres humanos - sem contar os que não puderam estar ligados na telinha.
Pode ser que eu seja excessivamente otimista. Mas pra mim, isso significa que nós ainda não perdemos a nossa capacidade de acreditar em algo mais, de desejar algo de bom.
O segundo comentário, de outro jornalista, dizia do quanto o homem pode realizar quando direciona toda a sua força para algo em benefício de todos.
Fiquei torcendo para que chegue logo esse dia em que os nossos esforços serão mobilizados para melhorar a vida de homens e mulheres pela estrada afora. Para mudar o mundo.
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22.000.000 foi quanto custou a operação no Chile. Fora despesas com familiares. E acho que os custos com o hospital também não estão inclusos aí.
A vida de um só homem pôde valer tanto.
Que tal fazermos todas as outras valerem também?

domingo, 3 de outubro de 2010

Não posso deixar passar!

Sei que foge bastante ao objetivo a que esse blog se destina, mas não tenho como deixar passar.
Poucas pessoas têm noção do que é morar num estado como Alagoas, que é sempre campeão nos piores índices do país: mortalidade infantil, analfabetismo, os piores IDHs e IDJs...
Hoje, porém, é um dia para celebrar. Pois com tudo isso, Alagoas soube dizer não à desvalorização de sua auto-estima.
Hoje o povo alagoano foi às urnas e disse não ao retorno de Fernando Collor. Disse não em alto e bom som. Disse não já no primeiro turno.
Não quero dar uma de ingênua aqui e dizer que os candidatos que ainda concorrem estão acima de qualquer suspeita. Mas creio ser desnecessário discorrer sobre a imagem que Collor legou a Alagoas, como terra de corruptos, marajás, bandidos...
Enfim, dizem que o povo tem memória curta. Mas, aparentemente, nem tão curta assim.
Alagoas, eu certamente morro de amores pelo meu lugar.
Estou muito, muito orgulhosa, cada vez mais, de viver aqui.

sábado, 2 de outubro de 2010

Coleta seletiva - um complemento

Bom, no post de 22 de agosto, eu falei de várias dúvidas e questões que eu tinha quanto à coleta seletiva e me propus a buscar mais informações. Volto agora com um novo post, para mostrar o que descobri, mesmo porque muitas pessoas podem ter as mesmas dúvidas que eu.

A primeira coisa é pra quem mora em Maceió. Uma colega tinha comentado que tinha um serviço de coleta seletiva da prefeitura, o que achei estranho. Investigando, descobri que em julho a Prefeitura de Maceió lançou uma campanha para ampliar a coleta seletiva da capital (logo eu ponho o número de telefone que já vi que tem). Foi levantado o número de cooperativas de catadores que ficará responsável por coletar o lixo nas residências e a próxima etapa será a colocação de pontos de coleta em locais estratégicos. Uma parceria da prefeitura com a Coca-Cola pretende distribuir balanças para as cooperativas de reciclagem.

Maceió possui ainda uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR), que tem o objetivo de receber e dar o tratamento adequado a resíduos sólidos, domiciliares, da construção civil, hospitalares, animais mortos, restos de vegetais e, futuramente, resíduos de origem industrial. Ufa! A Central foi inaugurada em maio desse ano, portanto não espanta que poucas pessoas conheçam a sua existência. Desde então, é feita a compostagem dos produtos orgânicos, transformando-os em um composto que pode ser usado como adubo. A proposta é doar esse composto a escolas e áreas verdes da cidade. Já foram produzidos mais de três mil sacos, que devem ser distribuídos em breve. O processo é realizado no aterro sanitário de Maceió, inaugurado recentemente na parte alta.

O próximo passo é fazer a reciclagem de entulhos da construção civil, que seriam transformados por meio de um britador em matéria-prima para diversos produtos.

Essas são iniciativas da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió - SLUM que fazem parte das ações da prefeitura visando resolver a questão da destinação dos resíduos sólidos, em conformidade com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos - PERSU. A propósito desse plano, o presidente Lula sancionou há pouco tempo a Lei de Resíduos Sólidos, que obriga os municípios a instituirem a coleta seletiva num prazo de quatro anos. Essa informação é válida para os moradores de qualquer cidade brasileira.

Aí, uma coisa foi levando a outra e descobri algumas informações interessantes. Somente sete municípios do Brasil atendem toda a população com coleta seletiva: Santos (aê pessoal do Elos!), Santo André e São Bernardo do Campos, no estado de São Paulo; Itabira, no estado de Minas Gerais e as capitais Curitiba (Paraná), Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e Goiânia (Goiás). Hoje, há 443 municípios no país que institucionalizaram a coleta seletiva, o que equivale a 8% do total. Destes, 221 estão situados na região Sudeste e 159 na região Sul, o que equivale a mais de 85%.

Pois é, a lei veio em boa hora para democratizar o processo de tratamento adequado do lixo urbano. A Copa Verde talvez seja mesmo verde, afinal. Outro ponto da lei é prever uma maior responsabilidade por parte de quem gera o resíduo, como no caso da indústria de embalagens.

A boa notícia é que, mesmo informalmente, 70% dos municípios brasileiros contam com algum grau de coleta seletiva: são pontos em supermercados, por exemplo, em parceria com cooperativas. Mas é preciso investir também na conscientização das pessoas. 13,3% do que é coletado não pode ser reciclado porque foi contaminado na hora da separação do lixo. O problema que detectei aqui em casa, portanto, está longe de ser único.

Uma outra dúvida era quanto ao descarte de produtos específicos. Sei que no caso de baterias e pilhas, há pontos de descarte no Banco Real - quer dizer, em Salvador tinha, preciso descobrir se em Maceió tem, mas acredito que a abragência é nacional. Acabei descobrindo um site bacana, pelo menos pra quem é de São Paulo. Vai o endereço: www.e-lixo.org Digitando o CEP, ele lista os locais mais proximos da sua localização para você se desfazer de pilhas, baterias, celulares, aparelhos domésticos, lixo eletrônico, toners, lâmpadas etc. Enfim, sugiro aproveitar.

Fontes de consulta:
Gazeta de Alagoas, edição de 26/09/2010;
Folha de São Paulo, edições de 01/04/2010 e 25/09/2010.

Caminho do Guerreiro Sem Armas

OK. Preciso confessar uma coisa.

Não sei se por conta da correria do mestrado (estou em vias de qualificar o meu projeto), por causa da viagem e das diversas coisas a resolver em Salvador, não sei se por falta de atenção ou se meu inconsciente foi intencional nesse sentido, mas o fato é que me confundi quando olhei a data da tarefa e achei que o prazo era 2 de outubro e não de setembro.

Enfim, mil desculpas, galera do Elos.

Mas pra ser ainda mais honesta, mesmo que fosse pra hoje, a verdade é que eu não teria dado conta. Podia listar mil fatores aqui: viagem, mestrado, qualificação, as chuvas que rolaram fortes no estado (o mês de setembro foi absolutamente atípico, já estávamos ficando meio apreensivos em Alagoas, porque ia entrar em outubro e nada das chuvas pararem - aí, nos últimos dias do mês, enfim pudemos sentir o aumento da temperatura: era a primavera/verão chegando finalmente...), a proximidade das eleições (parte da equipe do Vale do Reginaldo viajando, porque é do governo, ou envolvida nas campanhas) - mas aprendi com vocês a não ficar arranjando desculpas. Então, o que vou colocar é o que consegui fazer até agora, como está o planejamento.

Assim que passarem as eleições, temos reunião no Vale. Já está marcada, será na terça que vem e a maior parte das pessoas confirmou. Lá vamos bater o martelo e já houve uma sinalização de que a ação acontecerá no dia das crianças. Por outro lado, conversei com o pessoal lá do meu centro espírita. No post anterior, eu disse que já tinha conquistado uma pessoa, que era o Luís. Bom, ele está confimadíssimo e conquistei a simpatia de mais duas: a Andréa e o Artur, facilitadores da turma de estudos que pretendo envolver no trabalho. Estamos marcando uma reunião para acertar os ponteiros e nela deveremos combinar o envolvimento do grupo. Também comecei a dialogar com a direção do centro: falei da minha disposição em trabalhar com as crianças da escolinha, que são do Vale, e tive uma resposta promissora, os caminhos estçao abertos.

Então, em resumo, a ação vai acontecer. Só que não foi possível no prazo pensado. Não sei como ficamos, mas espero vocês nos próximos capítulos de outubro.

sábado, 25 de setembro de 2010

Uma variante

Pessoas, sei que esse blog se destina, a princípio, para o processo de seleção do Guerreiros Sem Armas e, por outro lado, o tema que vou abordar nessa postagem não está diretamente inserido no processo. Mas não podia deixar de registrar uma pequena variante dessa nossa longa jornada de formiguinhas, que insistem em acreditar e fazer, torcendo para que dê certo.

Na primeira vez em que fiz a seleção pro Guerreiros, não achava que a questão da coleta seletiva fosse colar aqui em casa. Estava pronta pra ver as coisas desandarem e a rotina se reinstalar logo que eu anunciasse o fim do processo de seleção. Pra minha grande surpresa e satisfação, fazemos coleta até hoje, mesmo com todos os desacertos, ignorâncias e dúvidas que nos acompanham. Prova de que é possível trazer essa discussão para o seio da família tradicional brasileira, incontestavelmente.

Pois bem, essa semana tive outra grata surpresa. Insisto há muitos anos para que minha família adote hábitos alimentares mais saudáveis. Tive gastrite depois do vestibular, há 10 anos atrás, e desde então mudei muita coisa na minha alimentação: deixei de beber refrigerante, diminuí a quantidade de frituras e de carne vermelha, passei a ter mais atenção com frutas, verduras e cereais e sou uma grande fã de frutos do mar. Mesmo persistindo (gosto de cozinhar e sempre busquei receitas diferentes, cheguei a fazer uma salada que aprendi e todo mundo em casa adorou), nunca logrei alcançar grandes êxitos e tinha minhas sérias dúvidas se algum dia alcançaria.

Só pra dar um pouco de contexto, aqui em casa, minha irmã malha - é aficcionada em manter a forma - mas nunca foi muito fã de salada crua, por exemplo; meu irmão é hemofílico e não gosta de salada nem é fã de comer frutas; minha mãe tem problemas de pressão e não pode comer gordura de jeito nenhum, porque tirou a vesícula numa cirurgia, mas a comida sempre levava muito sal e pouco de outros temperos (pra vocês terem uma idéia, eu é que comecei a introduzir o uso de orégano por aqui); meu pai tem obesidade mórbida e diabetes, mas é um amante inveterado de tudo que leva gordura e não gosta de salada de jeito nenhum. Temos histórico de diabetes na família materna e na paterna e também de problemas cardíacos e ainda assim as únicas verduras presentes na comida eram aquelas refogadas para temperar a carne ou integrantes de cozidos ou quando se fazia sopa. Bastante típico.

Ontem, a empregada aqui de casa, a Adriana, que já havia sido uma figurinha chave pra história da coleta seletiva dar certo, me trouxe uma ótima notícia. Comentou que tem feito salada de verduras cruas todos os dias nas últimas semanas (eu não estava em casa, tinha viajado) a pedido da minha mãe e da minha irmã. E disse que no dia anterior, meu irmão, vendo o prato da minha irmã, disse: "que prato bonito, todo colorido, quero um igual, só que maior" e também pediu a Adriana que pusesse salada todos os dias.

Agora, basta vencer a resistência do meu pai. Isso é mais difícil, mas com as mudanças que tenho visto acontecer aqui, não acho mais nada impossível!

Enfim, fiquei muito feliz. Como desejei, aos poucos a comida vai se tornando mais saudável. O arroz é sempre com cenoura e de quando em quando leva brócolis. Já se infiltrou definitavemente por aqui o uso de cereal e granola (minha mãe gosta tanto que come até pura, de vez em quando e minha irmã adora colocar na salada de fruta - usam tanto que não dá pra quem quer!).

Isso me mostra que aos pouquinhos, a coisa vai. Queria muito compartilhar essa certeza com vocês.

domingo, 29 de agosto de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas

Grandes idéias nascem de pequenas causas

Bom, essa tarefa me deixou pensando bastante. Estou de viagem marcada pra Salvador, por causa do mestrado - na verdade já era pra ter ido há duas semanas e devo ir dentro de 2 dias. O que significa que vou estar longe daqui, de todas as minhas comunidades, durante cerca de 20 dias. Volto dia 22, então vai me sobrar pouquíssimo tempo. O que fazer?

Pensei no seguinte: eu sou espírita e faço parte de um centro espírita. O Instituto Espírita Manuel Batista - IEMB fica próximo do Vale do Reginaldo, a comunidade onde ajudei a fazer um Oasis há pouco tempo e onde estamos tentando começar um segundo. Lá no IEMB, há dois trabalhos com o pessoal do Vale. Um é a escola das crianças e o outro é com as gestantes.

Já faz algum tempo que o pessoal do nosso grupo de estudos está querendo começar um trabalho voluntário e eles pensaram em lidar com crianças. Na última reunião lá no Vale, o seu Zinho, que já realiza um trabalho com crianças e adolescentes lá no PETI do Vale do Reginaldo, está querendo começar um trabalho de educação ambiental com as crianças de lá, pra elas ficarem reponsáveis por cuidar dos jardins e das árvores plantadas durante o último Oasis. Ele está tentando conseguir os regadores e as pazinhas pra mexer na terra.

(Para fotos do Oasis, deixo o link do meu orkut:)
http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=18015468382581473949&aid=1281687336

Resolvi me tornar um ELO de ligação entre esses dois mundos. Que tal se cada pessoa dos grupos de estudos virasse padrinho de uma criança dessas, dando o regador e a pazinha e indo lá conversar com elas sobre educação ambiental? Assim, teríamos gente do centro indo conhecer o Vale e gente do Vale conhecendo pessoas do centro. Uma pessoa, pelo menos, eu já consegui levar, que é o Luís. Agora é ir atrás de mais gente.

Como isso é algo que posso conversar com os coordenadores por e-mail mesmo, então posso adiantar até lá de Salvador. E vou conversando com Ana Alice, filha do seu Zinho e parceira de Oasis, pra afinar a idéia, também por e-mail.

Enfim, isso é mais pra começar - porque se o pessoal estiver disposto, tem muita coisa pra fazer lá no Vale e quem sabe eles não tomam gosto e se engajam em outras atividades? Vamos torcer!

Deixo aqui essa pequena idéia, que pode virar outras idéias.

domingo, 22 de agosto de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas

Eu faço a diferença

Bom, aqui em casa já há coleta seletiva, que foi implantada em 2008, quando fiz a primeira seleção para o Guerreiro Sem Armas. Ela vingou, desde então, embora eu tenha muitas dúvidas, com relação a várias coisas, que teoricamente não podem ir pra reciclagem. Por exemplo: o que eu faço com as coisas de isopor? Listei, essa semana, o que foi para reciclagem e pude perceber que ainda há coisas a melhorar na nossa maneira de fazer a coleta. Uma das coisas é na limpeza e na separação dos itens. Eles acabam indo pro lixo ainda com restos de comida e mal distinguimos entre lixo seco e lixo molhado. Seria importante separar por categorias - plástico, papel, metal etc. Outra coisa legal seria conseguir fazer a coleta do óleo usado. Bom, no final minha lista ficou assim:

- 3 recipientes de xampu e condicionador, sendo 2 da Pantene e 1 da Garnier, de plástico. Fiquei pensando a respeito desses recipientes - será que não há refil dos produtos? É algo que vou pesquisar;
- 1 recipiente grande de catchup, de plástico;
- 1 caixa de sapato de papelão. OK, essa foi algo esquisito, porque em geral, sempre guardamos as caixas para pôr coisas dentro. Sei que dá pra pegar essas caixas e fazer trabalhos de artesanato sobre elas, viram caixas de presente ou de pôr CDs ou revisteiros lindos...
- 2 saquinhos metalizados de leite em pó. Tenho quase certeza que não são recicláveis, mas isso está no rol das dúvidas;
- 1 recipiente grande de detergente, de plástico;
- 1 recipiente de água sanitária, de plástico;
- Pequenas embalagens diversas de sabonete, de papel, de pasta de dente, de plástico, de chocolate e de biscoito, metalizadas, sobre as quais também tenho dúvidas quanto a saber se recicla ou não;
- Recipiente de fio dental, de plástico;
- 1 saco grande de ração canina e 1 saco pequeno de ração felina, de plástico.

Uma outra coisa é que sempre levamos nosso lixo a pontos de coleta de supermercado, porque Maceió não tem coleta seletiva instituída pela prefeitura. Mas soube de uma colega da aula de francês que há um grupo que pega sempre no prédio onde ela mora. Seria bom conhecer algo assim, porque onde pretendo morar, não há supermercado muito perto.

Meu excesso

Bom, essa é outra coisa que eu faço de quando em quando. Aprendi com um amigo meu a praticar o desapego, hehe. Geralmente, minhas roupas saem batendo as casas até encontrarem um destino: minha irmã, minhas primas, a empregada aqui de casa, a empregada da casa do meu avô... Essa semana, separei uma blusa quase nova (se usei 3 vezes foi muito) e dei pra Adriana, a empregada da minha casa, porque sei que ela adora blusa decorada. Ela provou e ficou perfeita nela (em mim estava folgada), ela ficou muito feliz. Pra minha surpresa, no outro dia ela chegou com uma blusa dela, que ela ganhou mas não usava, e me deu. Provei e ficou muito boa.

Também separei alguns textos meus, que não queria mais, sobre arquitetura, geografia, história e dei pra minha prima, que está cursando arquitetura. Um deles é a cópia de vários capítulos do livro da Ana Fani, O Lugar no/do Mundo, tenho certeza que Cecília vai adorar. Outra coisa que fiz por esses dias foi separar parte dos jornais velhos que minha irmã e minha tia trazem pra levar pra ONG da qual sou colaboradora, o NEAFA - Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis, que trabalha com animais de rua. Levei mais da metade junto com o meu pai e depois vou separar o resto.

Algumas coisas eu separei, mas ainda não doei. Tem uma blusa pra ver se minha irmã quer; algumas roupas minhas e da minha mãe, pra levar pra um grupo de teatro; e muitas roupas, sapatos, cintos e bolsas minhas, da minha mãe, do meu pai e do meu irmão pra doar aos desabrigados das enchentes. Ah, tem as tintas pra doar pra ação de continuidade do Oasis lá do Vale do Reginaldo, também. Por enquanto, esse post vai ficar meio capenga, depois completo ele.

Meu consumo

Essa foi mais difícil. Porque no geral, me acho bem econômica. Mas meu banho andava meio longo, então decidi diminuir o tempo, especialmente porque anda frio e tenho tomado muito banho de chuveiro elétrico, que gasta muita energia. De modo geral, nesses dias, diminuí um banho de 20 ou 25 minutos para 15 minutos, em alguns dias um pouco menos, algo em torno de 12 minutos. Multiplicando isso por 7 dias, dá entre 35 e 91 minutos economizados - não sei fazer a conta pra energia elétrica e água, mas deve ser uma quantidade razoável.

domingo, 15 de agosto de 2010

Caminho do Guerreiro Sem Armas

Quem Estou?

Diria que estou caminhante - o caminho se faz ao caminhar.
Com um passo atrás do outro e já dei alguns. Outro tanto ainda falta.
Eu sonho em mudar o mundo e eu já comecei. Mudar a minha cidade é mudar um pedacinho de mundo, não é?
Hoje, eu vejo a Arquitetura como a Arte de construir lugares - lugares em que as pessoas possam (con)viver. E hoje eu vejo a Arte como aquilo que expressa o humano que é partilhável entre todos nós. Então a Arte se ser Arquiteta é, também, expressar esse humano.
Parece difícil, às vezes, conseguir isso. Parece difícil, às vezes, sintetizar a beleza e traduzir os desejos. Construir as pontes.
Mas todo limite é porta prum novo mundo.
E eu sei que vou conseguir.

Meu Propósito

Eu desejo ser o meu melhor e o meu melhor é lidar com gente. É abraçar o mundo, através da Arte e da Arquitetura. É usar isso pra mudar a realidade, no que ela tem de ruim, e mantê-la, no que ela tem de bom. Todo alagoano já nasce guerreiro - agora quero aprender a lutar sem armas.

Minha Ação

Andei no Oasis em Recife porque queria muito e porque o Instituto Elos acreditou em mim. Lá eu aprendi a acreditar no meu melhor, lá eu fiz amigos que me ajudaram a me ver, a entender que melhor é esse. E quando eu voltei a Maceió, eu conheci um pedaço da minha cidade que é maravilhoso, mas precisa de um empurrãozinho pra se reconhecer. Ajudei a dar esse empurrão - o Oasis Vale do Reginaldo foi ESPETACULAR e os próximos que estamos organizando por aqui serão ainda melhores, tenho certeza!

Meu Compromisso

Não é quando eu voltar não, é já, porque hora de mudar o mundo é toda hora e essa lição eu aprendi e esse impulso eu já comecei.
Meu compromisso comigo mesma e com o universo é ajudar o bairro da Levada, região dos mercados de Maceió, a se tornar aquilo que ele é de verdade: lugar de vida, de beleza e de felicidade. E é morar lá.

Quem sou eu

Sou um espírito livre e a partir daí, o mundo é para mim. O mundo Dança. O mundo é Arte. O mundo Sonha. O mundo tem um Ideal. O mundo é Paixão. E com Paixão se vive e então, o mundo se faz Vida.